A Felicidade – Elemento água e elemento ar – Casas 9, 10 e 11

Postado em 19 de setembro de 2014 por Andreia Modesto

A Felicidade deve ser um passarinho azul voando longe de mim…

Mais importante do que fazer uma postagem sobre técnicas astrológicas ou dizer que quem tem a Lua em Virgem pode ser tenso e metódico, é passar para os clientes ou leitores, o que se pode aprender nos atendimentos, ou seja, o que se pode aprender com as pessoas, o que se pode aprender com a vida.

A sincronicidade sempre envia pessoas com questões parecidas e nesta semana recebi dois clientes que não têm grandes problemas, mas estão angustiados por que duvidam que o que estão vivenciando seja realmente o melhor para eles. Vou explicar:

– a primeira cliente tem um relacionamento amoroso bastante satisfatório; mas não se trata de uma paixão intensa; os anjos não tocam trombetas, o céu não se abre, não existem erupções vulcânicas ou tsunamis nos encontros afetivos, mas uma troca feliz de energia, uma excelente companhia, alguém de quem ela sente falta quando se afasta.

– o segundo cliente foi um  rapaz que está muito bem empregado, bom salário, sócio de um escritório com chances de ganhar ainda um percentual maior, pois existe uma total integração com o sócio majoritário que foi seu professor na universidade; mas ele duvida que essa situação seja definitiva, pois acha que talvez pudesse ser feliz em outra carreira, que não sabe dizer qual é; adora as artes, mas jamais dedilhou um violão ou abriu um piano, nunca pintou, jamais fotografou por hobby e é um prego dançando.

É importante colocar que essas pessoas não conseguem traduzir o que realmente desejam. Não existe nenhuma referência. A jovem do exemplo número 1 não tem nenhuma recordação afetiva que ocupe espaço em seu coração. No exemplo 2 o rapaz não tem nenhuma proposta, convite ou desejo de atuar em outro escritório ou empresa. É como se algo pudesse estar pairando no ar, algo que eles próprios não conseguem definir o que seja, um amor maior ou um emprego fantástico, mas não existe nenhuma ligação com o mundo real. Um exemplo bastante delicado é quando um jovem termina o segundo grau (não sei se ainda se chama assim), e resolve parar de estudar porque não tem ideia do que deseja fazer. Ficar à toa esperando a dica do passarinho colorido pode ser a pior opção. Melhor escolher algum caminho que lhe pareça pelo menos interessante (todo mundo tem algum interesse ou hobby) e se ocupar, para não ficar à margem, deslocado da vida, se afastando da sua geração e esperando ter um lampejo que somente será vivido na relação direta com a vida (experiência concreta).

O mapa pode revelar nos dois mapas, excesso de elemento ar e água. É a estrutura de ambos. Não vou citar os aspectos e todas as posições, mas nos dois mapas, encontramos excesso de planetas em Câncer, Escorpião e Peixes. E também em Gêmeos, Libra e Aquário. São signos criativos, que se inspiram e pensam muito, extremamente subjetivos. Embora o elemento ar seja um elemento de comunicação, quando se embaralha nos seus pensamentos, é subjetivo. O elemento água se inspira e procura explicações espirituais para tudo. Se o cano da pia arrebenta, é possível ver  alguma mensagem divina nesse processo. Não será à toa que o cano estourou, talvez um presságio de alguma ruptura à frente…seria mais simples reconhecer que já deveria ter trocado os canos de PVC por um material mais forte. Ponto.

Bom, aqui, o papel do astrólogo é de “trazer aquele cliente para o mundo real”. Ele está criando fantasias, buscando uma satisfação “nirvânica” e deixando de “aproveitar”, no bom sentido, tudo o que a vida lhe oferece e que com certeza, ele tem merecimento para receber.

Talvez a Psicologia tenha algum nome, diagnóstico ou explicação mais sofisticada para esse processo. Escapismo? Negação? Tenho a sensação de que essas pessoas não se apropriam da sua história de vida.

Isto também pode acontecer com muitos planetas no elemento AR dentro da casa 12. Ou muitos planetas no elemento água dentro da casa 11. Quando muitos planetas estão concentrados na parte de cima do mapa (entre a casa 9 e a casa 11), algumas pessoas podem ter a sensação de esticarem os braços para o alto (é o ponto de cima do mapa), mas não conseguirem obter o que almejam.

O que se vê é que planetas colocados na parte de baixo do mapa, sobretudo entre a 3 e a 5, oferecem um senso de identidade que parece mais firme, mais consistente, como uma âncora.

Lógico, que como já comentei em muitas postagens, tudo depende do contexto do mapa e do espírito que vivencia esses posicionamentos. O Nodo Sul em Escorpião na casa 4 pode ter uma intensidade emocional negativa. A Lua na casa 5 pode ser infantil demais. Nenhum aspecto astrológico pode ser interpretado sem se levar em consideração todo o contexto. Por isso, é melhor usar a expressão “pode ser” – até que se tenha analisado todo o mapa.

Quando optei por priorizar os Nodos Lunares, fiz essa opção por perceber que na maioria das vezes, os Nodos eram vivenciados de um modo muito forte, independente do contexto. Podemos considerar que um  Sol e Ascendente em Leão tenha ferramentas positivas para vivenciar o seu Nodo Norte em Virgem na primeira casa, já que a energia do Sol é bastante afinada com a primeira casa, casa de Áries. Mas, nesse exemplo que é um exemplo verdadeiro, Lua e Nodo Sul na casa 7 – cúspide da casa 8, é ainda mais forte. Com o peso da Lua, o mapa “tomba” para dentro do oceano de Peixes, e as oscilações emocionais e financeiras são muitas.

Enfim, o mais importante é centrar o cliente no momento presente. Aqui e agora é o que importa. E daqui e de agora para o seu futuro. Não se pode esquecer que a função da Astrologia é oferecer não somente uma localização no tempo, mas também no espaço. O tempo, representado pelos trânsitos, progressões, revolução e jogo entre os planetas. O espaço, representado pelas casas astrológicas que estão recebendo essas diversas influências.