Áries-Libra – Relacionamentos

Postado em 30 de março de 2016 por Andreia Modesto

“Relacionamentos” – é essa a palavra-chave do eixo Áries-Libra. O que pode ser pior do que ser rejeitado pela pessoa amada?

Talvez a situação inversa: descobrir que já não ama alguém que faz tudo para ficar ao seu lado. Gera um sentimento de culpa e responsabilidade além do medo de poder magoar alguém que é uma gracinha e morre de amores por você.

Se alguém diz para você: “Não te amo mais”, você curte um pouco de tristeza, procura apoio nos amigos e na terapia e segue em frente. Pode criar medos e alguma resistência aos próximos relacionamentos, mas a vida costuma mostrar que é maior e daqui a pouco você está envolvido (ou envolvida) novamente e tudo parece cor-de-rosa, pelo menos, até a primeira crise.

Mas se é você que precisa dizer “Eu não te amo mais”, a coisa complica. Culpa, responsabilidade pelo outro, medo de magoar e medo também de se arrepender depois. Se existe outra pessoa que encantou você, um sentimento mais forte ajuda a tomar a decisão. Decora o texto, não olha nos olhos, pede perdão à sogra e vai em frente.

Mas, se não existe ninguém que ajude nesse empurrãozinho, o roteiro fica difícil. E a relação pode se estender, embora insatisfatória para ambos, sem decidirem quem dá o primeiro passo.

Para quem está fora da situação, fica fácil dar palpites óbvios como: “Liberem-se para serem felizes com outras pessoas”. Para quem está dentro, a angústia só piora a cada dia e investir um dinheiro na terapia de casal é um modo de ensaiar a despedida.

Uma conquista do mundo contemporâneo é a possibilidade de permanecer numa relação enquanto existe amor, ao contrário de se prender numa relação por dependência financeira. Mas as coisas não são tão simples para nós.

Se não tínhamos liberdade, ansiávamos por ela e por ela fizemos uma revolução. Se temos liberdade, como nos angustiamos em escolher! Assim ou assado a vida nos coloca à prova.

Ser livre para escolher e poder lidar com nossas contradições de modo direto, a seco, é um privilégio. É desse modo que amadurecemos, brigando por aquilo que acreditamos ser a nossa verdade.

Permanecer sem expressar o que sente e pensa dentro de uma estrutura fechada e totalmente insatisfatória, é morrer todos os dias. Por isso, Oscar Wilde disse uma vez: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”