Crises, ciclos, fases da vida segundo a Astrologia.

Postado em 9 de junho de 2014 por Andreia Modesto

Todo mundo já viveu a sensação de fechamento de ciclo, tenha sido por própria vontade ou por uma força superior que cerrou portas e nos fez perceber claramente que empregos, casamentos, amizades ou estilos de vida já não se sustentariam a partir daquela data. Depois de longo tempo de frustrações, a demissão acontece ou somos nós mesmos que a pedimos. Do mesmo modo em qualquer outra área da vida, o que inclui a saúde, os avisos nos mostram que é hora de ter uma outra performance, desistir de algumas experiências e se abrir para outras.

Nos estudos astrológicos, trabalhamos com ciclos de 7, 9, 12 e 18 anos. Algumas somas ou idades são fases marcantes para toda uma geração e pode-se dizer que aos 49 anos, a maior parte das pessoas começa a se virar para uma abordagem mais espiritualista da vida. É quando nitidamente o corpo começa a declinar e é hora de fazer um retorno para dentro ou revisitar o passado. Ou ainda, fazer a síntese das experiências de vida e ligar os pontos, compreendendo melhor a trama do destino – ou o que a vida quis que se vivesse e se aprendesse ao longo desses 7 vezes 7 anos de existência.

Os ciclos individuais não respeitam necessariamente essas contas. Alguém pode viver uma crise profissional quando Plutão se aproxima da cúspide da casa 6 enviando um trígono para planetas colocados na casa 10, as duas casas associadas à vida profissional. Ou ainda, quando Urano transita pelo Mercúrio de um geminiano que começa a querer ter mais criatividade no seu dia-a-dia de trabalho. Ou ainda, quando Júpiter transita pelo Ascendente em Virgem e o pisciano com esse posicionamento resolve retomar os estudos para poder dar aulas. Uma progressão da Lua mudando de quadrante pode ser tão ou mais forte que a virada do aniversário. Mas é uma técnica desconhecida dos leigos.

Progressões e trânsitos individuais não têm hora marcada para acontecer. E mesmo longe da data de aniversário, a insatisfação pode começar a pressionar para obter uma solução.

O ideal seria que as crises de “idade” começassem por uma grande reflexão e que as mudanças ocorressem porque as pessoas decidiram ter uma satisfação maior na área que priorizam. Mas, tudo vai depender da história de vida de cada um – o que se pode traduzir pelo mapa astral de cada pessoa e o modo como ela lidou com suas questões até aquela idade.

Se um capricorniano tem o Nodo Norte em Touro, pedindo coerência profissional e financeira, é possível que aos 42 ou 49 anos de idade, ainda esteja empenhado em dar uma consistência maior à vida material. Se é um aquariano com o Nodo Norte em Peixes ou em Gêmeos, é possível que a crise e o questionamento levem a uma virada maior na vida – em todos os sentidos, incluindo trabalhar menos para ter mais qualidade de vida.

Não existe aspecto que isoladamente determine tudo. Se alguém parece estar fixado num determinado ponto do mapa, expressando apenas aquela posição planetária, cabe ao astrólogo mostrar, revelar a essa pessoa, que existem outras possibilidades para ela. Porque normalmente, quando existe uma fixação – existe também um excesso. Então, quem é apenas o Sol em Capricórnio ou quem se expressa unicamente por uma Lua em Áries, precisa descobrir o resto do contexto que recebeu para viver. Ou seja, precisa descobrir o resto de riquezas que possui para realizar.

A Astrologia é regida por Urano, planeta que desperta, que avisa que o novo vai substituir o velho. E o melhor é estar sempre despertando para uma visão nova e diferente sobre si mesmo e sobre a vida. Velhas verdades e pilares, caem por terra e os horizontes vão se tornando mais luminosos e amplos. Para fechar a postagem, um poema sobre O TEMPO de Mário Quintana.

?”A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!  Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal… Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê não sabemos mais por onde andam nossos amigos…

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado…

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio…

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…

Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que gosta devido a falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.”

~ Mário Quintana, “O tempo”