Inveja, pânico, ansiedade e signos.

Postado em 5 de dezembro de 2016 por Andreia Modesto

Um cliente perguntou qual é o signo da inveja. Não existe signo relacionado ao sentimento de inveja no Zodíaco. Qualquer um de nós pode ter inveja se estiver se sentindo numa condição inferior ao outro. Esse outro que detém, possui ou conquistou algo que não possuímos (e que podemos deduzir que jamais conseguiremos possuir).

Existem signos ariscos, resistentes, magoáveis, melindráveis, exuberantes, exibicionistas, entusiasmados, desconfiados, inseguros, trancados, tristes ou delirantes, mas o adjetivo “invejoso” parece depender de uma determinada situação que provoque o sentimento. Quem está seguro de si e da sua capacidade de obter o que deseja, não vai sentir inveja. Ao invés de ficar olhando para a vida do outro, está focado na sua própria estrada, desejando chegar às suas metas.

Um sujeito invejoso em qualquer circunstância eu nunca vi. Nunca vi uma “inveja absoluta”. Vi pessoas sentirem inveja em contextos nos quais se sentiam desfavorecidas. Em outros contextos poderiam se sentir muito à vontade e seguras.

A desconfiança que alguns signos nutrem diante da vida ou de outras pessoas não se traduz por inveja. Normalmente os signos que gostam de ter tudo sob o controle receiam que deixando que outros tomem decisões e atitudes, acabem se prejudicando, porque o outro pode ter intenções negativas ou simplesmente não ter capacidade de fazer o que é proposto.

Na Astrologia, assim como na Alquimia, os “defeitos” são sempre o excesso ou a falta, que se traduzem como desequilíbrio. O modesto se torna servil, o entusiasta perde o contato com a realidade e faz loucuras, o metódico desenvolve a doença chamada “toc” – transtorno obsessivo compulsivo.

O que se vê hoje é que a ansiedade também atinge todos os signos. Parece ser mesmo o “mal do mundo”. Mesmo aqueles que poderiam ser considerados mais tranqüilos como Touro e Peixes, se deixam contaminar pela pressa e desejo que tudo se resolva aqui e agora.

Entram em pânico e se deprimem de Áries a Peixes, pelo reconhecimento da própria fragilidade e de todas as dúvidas que carregamos, ou o oposto: por querer dar conta de tarefas que nem um super-herói vai dar conta, acumulando papéis e responsabilidades bem além da capacidade humana. Como Atlas que carregava o mundo nas costas, até que não resta outra saída do que perder o ar e chorar de tanta tristeza.

2017 acena com a vibração do número 1 (soma dos algarismos reduzida) e com a regência de Saturno. Júpiter em Libra entrando em Escorpião em outubro. Nodo Norte passando para Leão e Saturno terminando o ciclo em Sagitário. O dia primeiro de janeiro terá Plutão conjunto ao Sol, Lua e Vênus em Aquário e Marte e Netuno conjuntos em Peixes.

Tomara que o novo ano nos devolva a nós mesmos, com a consciência da necessidade de corrigir nossos erros, mas também com a compreensão de que precisamos nos resgatar e nos respeitar como o que somos: humanos, grandiosos e pequenos, deuses e demônios, capazes de erros e acertos, ganhos e tropeços, cheios de luz e de sombra.