IRENA SENDLER – Aquariana típica

Postado em 29 de junho de 2015 por Andreia Modesto

IRENA SENDLER – nascida em 15 de fevereiro de 1910 na Polônia, é um exemplo do que pode chamar de uma “aquariana típica”. Nascida Irena Krzyanowska, era enfermeira católica durante a Segunda Guerra. Serviu ao Conselho de Ajuda no gueto que os alemães criaram em Varsóvia em 1942.

Chamada posteriormente “O ANJO DO GUETO DE VARSÓVIA”, Irena conseguiu retirar mais de duas mil e quinhentas crianças judias, fingindo que estavam com tifo ou escondendo-as em malas ou caixas de lixo ou ferramentas.Com o consentimento de seus pais, as crianças eram levadas para famílias católicas, onde recebiam um novo nome e orientações para conseguirem sobreviver à guerra. Irena também ajudou na fuga de muitos adultos, mesmo depois de ter sido torturada pela Gestapo.

Irena anotou o nome de todas as crianças, data de nascimento e as famílias ou orfanatos onde estavam sendo entregues. Dessa maneira, muitas dessas crianças puderam ser resgatadas pelas famílias de origem depois da guerra, ou pelo menos tiveram o direito de conhecer seus nomes verdadeiros e história.

Descoberta, presa e torturada, Irena jamais entregou uma criança aos nazistas e nem delatou outros colaboradores. Depois da tortura em que teve as duas pernas quebradas, continuou atuando sob um falso nome.

As condições de vida no gueto eram desumanas. Mais de 380 mil pessoas coabitavam num espaço de pouco mais de 4 km, onde poderiam viver 60 mil. A epidemia de tifo afastou os alemães e tornou menos difícil o acesso às famílias judias. Em 1942 ainda, foi determinada a deportação dos judeus do gueto para Treblinka, campo de concentração, trazendo uma urgência maior ao trabalho de Irena e outros colaboradores.

O filme “O CORAJOSO CORAÇÃO DE IRENA SENDLER” é o registro da trajetória dessa polonesa aquariana com a Lua em Touro, signo solar de João Paulo II, outro polonês.

Retirei da web o seguinte texto que confirma a formação “aquariana” de Irena:

“Irena nasceu em 15 de fevereiro de 1910, em Otwock, cidade próxima a Varsóvia, filha única do casal Krzyzanowski. A família sempre manteve estreitas relações com a comunidade judaica da cidade. O pai, Stanislaw, era médico e entre seus pacientes havia vários judeus, muito dos quais sem recursos.

Ardente socialista, Stanislaw não cansava de ensinar à pequena Irena que o ato de ajudar devia ser para todo ser humano uma necessidade que emanasse do coração, não importando se o indivíduo a ser ajudado era rico ou pobre, nem a que religião ou nacionalidade pertencia. Em 1917, Otwock foi tomada por uma epidemia de tifo. Stanislaw, fiel aos seus ideais, não deixou a cidade e continuou socorrendo os doentes. Ele mesmo contraiu tifo, mas antes de morrer fez uma última recomendação à filha: “Se vires alguém se afogando, deves pular na água e tentar ajudar, mesmo se não souberes nadar”.

Na juventude, Irena estudou literatura polonesa e se filiou ao Partido Socialista. Na década de 1930, quando o endêmico anti-semitismo polonês aumentava sua virulência, Irena foi expulsa da Universidade de Varsóvia por enfrentar um professor que obrigara os alunos judeus a se sentar em local separado, na classe. A jovem foi para o “setor judaico” da sala e quando o professor lhe disse para mudar de lugar, respondeu: “Hoje sou judia”.”

O filme, que pode ser encontrado nas locadoras e eu assisti no Netflix termina com a própria Irena, já idosa e em cadeira de rodas, dando um depoimento amoroso e singelo: “Amor, tolerância e humildade. Só isso”.

Fontes: Wikipédia e Revista Morashá (web)