Júpiter em oposição a Plutão – Júpiter em Câncer

Postado em 20 de abril de 2013 por Andreia Modesto

A entrada de Júpiter em Câncer nos últimos dias de junho tem despertado a imaginação de astrólogos e leigos sobre as diferentes formas de viver tal influência. A “exaltação de Júpiter” no signo de Câncer revela o interesse em transformar a vida com idéias conjugadas a emoções profundas.

Câncer, ao contrário do que muitos pensam, não vive necessariamente preso dentro de casa, regando flores no jardim e criando novas receitas de bolos. Câncer é o signo que recita o verbo “cuidar” com grande paixão. Mas existem diferentes formas de “cuidar”.

Educadores, biólogos, babás, enfermeiros, médicos, psicólogos, engenheiros ambientais, todos eles podem “cuidar”, seja da estrutura menor de família como a conhecemos hoje, seja de toda a comunidade, região, bairro, país ou planeta. Muitos profissionais da área de Recursos Humanos “cuidam” dos funcionários da empresa assim como diretores preparam a “sucessão” do executivo predileto para o seu cargo.

Existem diversas formas de interpretar as “influências” de Júpiter em Câncer, assim como todo o contexto do segundo semestre de 2013.

Quais as diferenças principais de Júpiter em Gêmeos para Júpiter em Câncer? A nova posição de Júpiter em Câncer, talvez possa ser mais emocional e por isto, mais vigorosa. Tanto Câncer como Gêmeos podem gostar de veicular idéias. Isto vai depender da estrutura do mapa.

Câncer pode ser carismático e  mais expansivo, se receber dentro do mapa de nascimento, influências de Sagitário (signo regido por Júpiter) e de Aquário (signo regido por Urano). Não é à toa que muitos cancerianos se envolvem com a política, praticada de forma honesta, com ideais patrióticos. Pois em teoria, os governantes têm como dever, “cuidar” do bem-estar de todo o povo.

Não é raro que  cancerianos sejam “pinçados” pelo destino para se tornarem “símbolos” de uma nação. Isto pode ocorrer de um modo independente da vontade. São representantes, pelas artes ou pela carreira, de valores que simbolizam a cidade ou país de nascimento.

Diz a teoria que Júpiter se sente mais à vontade no signo de Câncer do que em Gêmeos. A conjugação de Júpiter com Mercúrio é tensa, mas produtiva. Teorias devem ser testadas no dia-a-dia pois nada é mais chato do que ouvir um discurso prolixo, com muitas citações e pouco contato com a realidade. Mercúrio faz essa ponte entre a idéia de Júpiter e a realidade de Saturno.

Mas tanto Júpiter quanto Mercúrio são energias masculinas. A combinação Júpiter-Lua pode ser ainda mais fértil, por ser a Lua um símbolo do feminino. O número de geminianos e cancerianos nas artes é grande. A combinação Mercúrio-Lua  também pode gerar artistas que fazem a diferença e se tornam símbolos de uma nova fase, um novo ciclo para toda a humanidade, enquanto Júpiter-Lua costuma se destacar mais na educação e política.

O céu do segundo semestre de 2013 transborda de elemento água. É hora de se jogar na piscina, aprender a nadar, dar braçadas com segurança, aproveitar para canalizar as emoções de modo construtivo. Com a oposição Júpiter-Plutão, o dique pode arrebentar, a embarcação virar, as enchentes podem entupir bueiros e o lixo virá à tona.

A postura correta é não ter medo de Plutão, mas conseguir se confrontar com essa energia e vibrá-la do modo mais feliz. Felicidade normalmente está associada a períodos de acomodação em que tudo o que se deseja é conseguido rapidamente, facilmente. “Fácil e feliz”, costumam ser sinônimos no mundo em que vivemos.

Mas confrontar-se com Plutão pode ser o reconhecimento do lado mais sombrio e negativo. Para a humanidade, para alguns grupos ou para cada um de nós. É um planeta de revoluções profundas, ao mesmo tempo que rege as explosões, rege os mergulhos, movimentos opostos. A água de Escorpião é quente, lava do vulcão.

Júpiter é luminoso, projetado para o alto, ambicioso e positivo. Está sempre renovando a fé na vida e acredita que  existe uma solução para tudo. Mesmo que seja Mercúrio o encarregado de resolver todos os problemas. Mas estará a serviço de Júpiter que  pede agilidade e inteligência.

Júpiter é o pai, o juiz, a autoridade maior. Mas, para descer ao reino de Plutão precisa primeiro pedir permissão. São duas grandes forças, antagônicas em muitos pontos.

Se Júpiter representa o lado luminoso da vida, conquistas, poder e realização, Plutão vive no cenário das trevas, no fundo da terra e embora tenha tanto poder em suas mãos, não gosta de aparecer.

É Plutão que é associado à força do destino, as Moiras e por isso, uma entidade superior à força de Júpiter. O silêncio de Plutão determina muito mais do que todos os trovões barulhentos do deus do Olimpo.

Com Saturno e Nodo Norte em Escorpião, Netuno e Quíron em Peixes e Júpiter em Câncer, não fica difícil prever as oscilações do clima que resultam em chuvas freqüentes, enchentes e maremotos. Assim como transformações sociais e políticas radicais no planeta e o acirramento das questões de “identidade” em todos os níveis. A oposição Júpiter-Plutão fará quadratura com Urano. Júpiter receberá trígono de Saturno e Netuno.

Esse é um exemplo fácil de constatar em nossos tempos. Muitas pessoas usufruem de “dupla cidadania”, podendo escolher se querem morar em um continente ou em outro. Podem até mesmo se dividir entre dois países muito diferentes ao longo de uma vida. Câncer, por ser o signo da origem da vida, do passado de todos nós, é um signo de IDENTIDADE. Quem encomenda a árvore genealógica com certeza tem planetas em Câncer, na casa 4 ou uma posição privilegiada da Lua no mapa de nascimento.

Um historiador inglês disse que o passado nunca é  passado. É sempre presente, já que é a história que molda e oferece todas as informações ao presente. Não tenho certeza se isto vale para todos os países ou pessoas,  mas esse é um tema de reflexão para o novo ciclo. Câncer é o signo da memória, a recordação do início da vida, as marcas originais das primeiras experiências, gravadas no corpo, na mente e no coração.

Pessoas que possuem cidadania dupla, muitas vezes dizem existir uma identificação maior com uma das culturas.  “Moro na Itália há 18 anos, mas ainda me sinto muito brasileiro”. Ou o contrário: “Depois de 20 anos morando na Austrália, não tenho mais nada a ver com o Brasil”.

Essa percepção sobre “a família a qual pertencemos”, pode ocorrer num nível menor. É comum que marido e mulher comparem as respectivas famílias e descubram as grandes diferenças de valores, posturas e metas de vida. Não é raro que o divórcio tenha como base, as dificuldades de adaptação à “família do outro”.