MAPA ASTRAL – SOL EM CÂNCER, ASCENDENTE EM SAGITÁRIO, LUA EM VIRGEM – GERAÇÃO DE 1965 – NODO NORTE EM GÊMEOS – RETORNO DE JÚPITER

Postado em 17 de janeiro de 2013 por Andreia Modesto

Não dou mais aulas presenciais há muito tempo. Mas dentro da consulta individual, quando o cliente solicita, tento explicar um pouco como aquela estrutura de mapa “funciona” e o que se pode “esperar” da posição e movimentação de seus planetas nas casas e os ângulos formados entre eles.

É preciso tomar cuidado com a linguagem, pois para aqueles que não têm nenhum conhecimento da Astrologia, a linguagem deve ser didática, evitando termos muito técnicos que mais confundem do que esclarecem.

Para quem já leu um pouco sobre Astrologia, a confusão pode ser maior. Para quem já leu muito, pode ser uma troca de idéias bem complicada. Como em qualquer tipo de conhecimento, uma visão teórica é algo muito diferente da prática direta – aplicação do conhecimento. As teorias de Rousseau podem encantar até hoje algumas pessoas e outras se identificam com o pensamento de  Schopenhauer. E a vida vai se revelando, surpreendendo e sendo maior do que qualquer idéia.

Na Astrologia, existem muitas linhas, algumas querem ser científicas, outras se dizem  trans-pessoais. Astrólogos sempre existiram por toda a parte do mundo em todos os tempos. A melhor linha de atuação para um astrólogo, é aquela que vai se definindo a partir da prática da Astrologia e com a demanda da sua clientela. Quem lê muito, pode reconhecer que vários autores divergem sobre os posicionamentos astrológicos e muitas vezes desistem de se aprofundar. É preciso testar o conhecimento, comparar os mapas, viver o conhecimento. Aqueles que atendem muito pouco ou nem atendem, são estudiosos do tema mas não deveriam se intitular astrólogos mesmo que tenham devorado um bom número de livros.

Conheço poucos astrólogos que atuem com a “Astrologia grau a grau” ou com a técnica dos “enquadramentos” e aqui, enquadramento não tem nada a ver com quadraturas mas com a posição dos planetas no mapa A PARTIR do Ascendente, começando pela casa 1 para alguns, para outros, pela casa 12, já que é nessa direção que caminha o Sol. Do meu ponto de vista, apenas os astrólogos que seguem a linha védica tradicional (Ayanamsa) deveriam trabalhar com as estrelas fixas. Mas esse é só o meu ponto de vista. Mais um ponto de vista, apenas.

Nas últimas leituras, alguns clientes estavam preocupados com a “riqueza” das suas estruturas de mapa pois são estruturas complexas onde todos os elementos se conjugam. Vejam o exemplo:

Ascendente em Sagitário – Júpiter, regente do Ascendente em Gêmeos na casa 7 – Ascendente no elemento fogo e o regente do Ascendente no elemento ar numa casa do elemento ar. Aqui se alinham ou se conflituam (?) as energias da afirmação da identidade de modo corajoso (Sagitário, que diz o que quer sem pensar muito) com a consideração pelas outras pessoas, a valorização dos relacionamentos e amizades e o reconhecimento de que a vida é participação “no mundo lá fora”. Obviamente existem amigos espalhados pelo mundo, viagens constantes e uma curiosidade em relação a tudo.

Lua em Virgem – elemento terra, colocada na casa 10 em conjunção com Plutão e Urano. Uma Lua terrena por signo e casa,  em conjunção com planetas de transcendência e transformação. Plutão e Lua estão no mesmo grau de Virgem.

Sol em Câncer na casa 8 – elemento água por signo e casa, mediúnico, transformador, intuitivo, maleável, instável. Recebe trigono de Netuno que está retrógrado em Escorpião na casa 12.

Existe um grande trígono em água: Saturno R em Peixes na casa 5 com Sol em Câncer na casa 8 e Netuno R em Peixes na casa 12 e embora visualmente a energia solar do Ascendente se destaque (porte, cor de pele e postura expansiva do elemento fogo), e exista a produtividade que se espera da Lua em Virgem (muito trabalho e compromisso profissional), a maior influência da estrutura do mapa é do elemento água e não somente do elemento água mas sobretudo de Escorpião:

Sol na casa 8

Netuno em Escorpião como primeiro planeta que apareceu no horizonte na casa 12, casa do inconsciente – não chega a fazer conjunção com o Ascendente em Sagitário

Plutão e Lua, regente do signo solar, no mesmo grau em Virgem

O Ascendente a 1 grau de Sagitário é um Ascendente que acumula as influências de Escorpião, pois é a cúspide Escorpião-Sagitário. Vênus e Mercúrio em Leão na casa 9 enviam um trígono para o Ascendente e não falta alegria, motivação e movimento no seu destino.

As oscilações cancerianas existem e  mergulha no poço com muita rapidez, na piscina com água ou sem água, quase se afoga, bate com a cabeça, mas logo se levanta, racionaliza sob a proteção da Lua em Virgem ou recorre a fé sagitariana de que amanhã vai ser um dia melhor.

A criatividade é grande, a disciplina, o compromisso. Fases de introspecção e preguiça se alternam com momentos de hiper-atividade, expansão e experimentação em relação a tudo e todos. Sagitário assim como Escorpião e Virgem, são ávidos pela vida quando a energia é bem canalizada. Os mergulhos no fundo do poço podem gerar intuições e inspirações que são a marca fundamental de quem opta pelo difícil caminho das artes no Brasil e por isso Sagitário empurra para exposições no estrangeiro e muitas vezes um reconhecimento grande em países que falam línguas diferentes do português mas que sabem reconhecer e aplaudir talentos que o Brasil não consegue.

Essa cliente que me autorizou a falar do mapa dela no blog, pertence a geração de 1965, que tem como missão de vida, a expansão pela comunicação. Gera excelentes fotógrafos, artistas plásticos, músicos, muitas vezes professores, profissionais da área de vendas, de qualquer tipo de mídia, gente eclética que pode fazer muitas coisas ao mesmo tempo e nunca perde o fio da meada porque independentemente da estrutura individual, o fio condutor do Nodo Sul em Sagitário (de toda a geração de 1965) sabe muito bem se posicionar diante da vida. Não se dispersam,  mas tem experiências diferenciadas que trazem riqueza para o destino. Pessoas, conhecimentos, habilidades, cidades, viagens, idiomas, leituras, tudo isto conseguindo ser canalizado de modo construtivo.

A geração de 1965 vive um momento especial nesse primeiro semestre de 2013. Com Júpiter retomando o movimento direto nos últimos dias de janeiro, alguns terão Júpiter sobre Júpiter de nascimento em Gêmeos (não todos)  e sobre o Nodo Norte – que é a direção do crescimento espiritual. Não sei se é possível inventar outra palavra melhor do que EXPANSÃO para definir o momento de vida desse time que desde 2012 tem aberto novas janelas. Novas perspectivas, novos horizontes, novos amigos, novidades, surpresas, favorecimentos para continuar obtendo novos conhecimentos e transmitindo para as outras pessoas.

Com Mercúrio regente do destino, todas as pessoas nascida em 1965 têm “NOS OUTROS” o sentido maior da vida. Não há necessidade de serem artistas que precisam de público ou professores que precisam de alunos. Mas o sentido da vida vem através dos relacionamentos, das pessoas diferentes, que nos ensinam porque vieram de uma família, cultura ou experiências de vida muito diferentes da nossa. Essa geração tem muito a dizer, mostrar, passar, transmitir. São as pontes do Zodíaco. E também fazem o exercício de saber ouvir e por isto, refazer suas idéias ou ideais, reconhecendo que é possível – em algumas ocasiões – aprender com a experiência do outro, perceber a vida de um ângulo diferente que somente as outras pessoas podem nos mostrar.

É bobagem procurar apenas as afinidades. Relacionamentos onde existem afinidades são fonte de satisfação e podem ser muito criativos. Mas aqueles que são diferentes nos despertam para uma dimensão maior da vida, podem exigir tolerância, se têm um ritmo diferente, podem exigir humildade, se possuem algum conhecimento específico maior do que o nosso, podem exigir doação, se são mais frágeis ou necessitam das ferramentas que podemos passar porque são dons naturais que possuímos. O Nodo Norte em Gêmeos, aprende a diplomacia, escolhe as palavras que mais se aproximam do que pensa e sente. Elas podem ser suaves, adequadas, gentis ou pelo menos, respeitosas, na relação com as outras pessoas.