Natal – 25 de dezembro – Lua Cheia em Câncer Sol em Capricórnio – 9 h 11 m – Júpiter trígono Mercúrio

Postado em 23 de dezembro de 2015 por Andreia Modesto

Para Bernadete, Sabu, Paulo Roberto e Maria José. De coração.

Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
Fernando Pessoa

Natal, Lua Cheia no dia 25/12 às 9 h 11 m da manhã. Sol em Capricórnio, Lua em Câncer, eixo da família, responsabilidades e emoções, trabalho e aconchego, pai e mãe, masculino e feminino.

Existem muitas famílias, algumas unidas pelo sangue e amor, outras unidas pela escolha, vontade e amor. Núcleos pequenos, ou famílias numerosas. Todas as idades, todos os laços, todos aqueles que preenchem nossas vidas e nos querem bem.

Cultive o Natal com sua família, não aquela que faz pose para o selfie e desfaz o sorriso em seguida. Aquela que está sempre ao seu lado, que apoia, ouve, orienta e também se abre pedindo um abraço ou mais atenção.

Júpiter estará em trígono com Mercúrio no momento da Lua Cheia: fale, conte o que sente e abra o seu coração. Diga o quanto ama, o quanto precisa, o quanto espera e deseja dar. Peça desculpas pelas cobranças tolas do cotidiano.

Não faça desse dia apenas um encontro formal, presentes, comidas e bebidas.

O mito da criança sagrada é presente em muitas culturas. Cristo, Dioniso, Moisés, Hermes, Krishna. No escuro da noite de inverno no hemisfério norte, a luz da estrela aponta para a renovação da vida, mistério e esperança para os homens.

A criança sagrada nasce sob o signo de Capricórnio, cruz da matéria, joelhos dobrados, sacrifício e redenção. A criança sagrada nos desperta porque está diretamente conectada a nossa origem divina. Ilumina nossas vidas lembrando que o reino de Deus está entre nós, o divino está em nós.

Em religiões antigas, o solstício de inverno, a hora mais fria e escura, era período de festas para o Deus-Sol, que cresceria ao longo do ano como um bebê, anunciando depois a Primavera e as outras estações.

A reflexão do dia de Natal é sobre a importância das crianças, que quando nascem, nos presenteiam com a imortalidade, renovam nossas crenças e desejos e nos fazem sorrir com seus olhares e gestos de surpresa diante da vida. Mais adiante com suas perguntas inteligentes e sinceras.

Elas nos remetem ao que poderíamos ou deveríamos ser em essência, completamente espontâneos, puros, diretos e verdadeiros, despojados de medos ou dúvidas. Talvez nos remetam ao que já fomos um dia, antes de nos deixarmos contaminar pela matéria.

É comum que crianças antes dos sete anos revelem uma sensibilidade tão grande que consigam ver pessoas e coisas que os adultos não conseguem. A percepção é tão aguçada que não existe limite entre plano material e espiritual. Amigos imaginários? Ou uma mediunidade à flor da pele?

A criança sagrada é a vida, pequena e frágil, na manjedoura do Cristo ou no cesto jogado ao rio com Moisés. Dioniso costurado na coxa de Zeus. A força maior, a vontade, o milagre.

Crianças podem entrar em nossas vidas para nos transformar e nos ensinar muito. Pode ser o sobrinho, o neto, o filho biológico. Ou aquelas que reconhecemos no abrigo, assustadas e franzinas. E que trazemos para nossas vidas, para dar a elas a oportunidade de se tornarem homens e mulheres de bem. E para termos a felicidade de, através delas, podermos ser crianças mais uma vez.

Lucas 18:17
Eu vos asseguro com toda certeza: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele!”