Nodo Norte em Sagitário – Sol em Escorpião e cia.

Postado em 24 de janeiro de 2013 por Andreia Modesto

Nem sempre a inspiração funciona e ainda vou seguir as orientações para 2013 para todos os signos. Mas alguns clientes têm me pedido para compreender um pouco mais a estrutura de mapa deles e o que significa a tal “missão de vida”, que os hindus chamam de Cabeça do Dragão ou Nodo Norte. Nessa postagem vou falar das diferentes formas de ler o Nodo Norte em Sagitário, dependendo da casa astrológica onde esse ponto cai. E um pouco sobre a intensidade e profundidade dos relacionamentos escorpiônicos – regidos por Plutão – que parecem rimar amor e dor com certa frequência.

NODO NORTE EM SAGITÁRIO – Sempre que o Nodo Norte está em Sagitário, pede uma postura verdadeira, o abraço com uma “causa”, o envolvimento total com o caminho que se escolhe para viver. Quando se pensa em Nodo Norte, deve-se sempre pensar em Nodo Sul, obrigatoriamente no signo oposto. Então, o que essa pessoa traz das vidas anteriores, pela influência do Nodo Sul é a curiosidade extrema e uma  tendência a se dispersar. Não falta inteligência, uma mente sagaz e bastante articulação intelectual. Mas pode faltar foco. Um dos maiores problemas além da dispersão, pode ser A DÚVIDA. Aquela pessoa se envolve em ações, toma atitudes, trabalha ou estuda numa determinada direção mas está o tempo todo duvidando se é aquilo mesmo ou se poderia estar mais realizada num outro caminho. Mas nem sempre explica onde levaria esse outro caminho. Sagitário é um signo de fé, otimismo, energia positiva. Uma brincadeira que faço quando alguém pede explicações maiores sobre a questão kármica é dizer que poderia comprar um manual de Astrologia e ler quais os pontos mais positivos daquele signo que corresponde ao Nodo Norte – a sua missão de vida – no caso de Sagitário é ACREDITAR MUITO NO QUE FAZ, ESTUDAR E VIAJAR MUITO, NÃO FAZER MUITAS CONCESSÕES E ENTENDER A VIDA COMO AMPLIAÇÃO DAS PERSPECTIVAS. Ninguém vê direito onde cai a flecha de Sagitário mas ela voa longe e o centauro corre atrás, sem parar para pensar muito, com a intuição de que chegará onde deve chegar.

Um risco do Nodo Norte em Sagitário é “picotar” a vida profissional, tendo uma postura geminiana de “colcha de retalhos”, sem muita coerência entre as experiências.

Uma cliente com Nodo Norte em Sagitário na casa 5, precisa de muito contato com o corpo físico e precisa quebrar com todas as idealizações. Não é raro que o Nodo Norte em Sagitário leve a um caminho espiritual, já que junto com Peixes e Escorpião, é um signo que procura um sentido maior, transcendente e não dá muita importância aos pormenores do cotidiano.

Num momento de mudança profissional, precisa se perguntar se o caminho novo é um caminho verdadeiro ou se é apenas um “refresco” para fazer algo diferente por algum tempo e depois retornar ao mercado anterior.

O Nodo Norte em Sagitário na casa 7 pode fazer com que um parceiro afetivo desperte as experiências maiores de Sagitário – o parceiro é místico, estrangeiro, culto, viajado ou só percebe o relacionamento como um processo de crescimento para ambos.

O Nodo Norte em Sagitário na casa 3 mescla a energia de Júpiter e Mercúrio e a palavra pode ser o instrumento para descobrir e transmitir a sua VERDADE. O sagitariano mais expansivo existe sim mas Sagitário também é um signo de silêncio e reflexão. O Nodo Norte em Sagitário na casa 12, na casa 4 ou na casa 8 pode levar a um caminho espiritual que seja a prioridade da vida daquela pessoa, o que não é comum no mundo em que vivemos.

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Escorpião é mesmo um signo de FUSÃO. É o signo dos químicos, dos alquimistas e embora seja Libra o signo do casamento e do clima “romântico”, Leão e Escorpião parecem mergulhar mais fundo quando se apaixonam. São mais dilacerados e teatrais – não no sentido da superficialidade – são mais viscerais – quando vivem conflitos afetivos. Libra pode racionalizar e racionalizar, comparar parceiros e sobretudo, construir uma identidade a partir daquele relacionamento. Isso parece uma contradição:

– se Libra constrói sua identidade a partir do outro, não seria o signo mais intenso?

Libra gosta de ter o sobrenome do outro e muitos librianos podem se anular na relação sim. Mas Escorpião pode fazer a mesma escolha e de um modo mais rápido ou mais profundo, até porque está sempre vendo sinais cósmicos, kármicos para o relacionamento, o que nem sempre é o padrão libriano.

Libra e Escorpião podem se perder “nos outros”, assim como Peixes, MAS Libra parece ter uma capacidade de discernir o processo que nem sempre os outros dois signos do elemento água possuem. E até mesmo Câncer, muitas vezes mistura num mesmo recipiente, a identidade pessoal, os negócios, relações de muita inter-dependência.

A diferença é o caráter emocional dos relacionamentos que é maior nos signos de água. Saturno já ensinou a Libra e está ensinando a Escorpião, que é melhor separar as coisas. Duas escovas de dentes no mesmo copo não vai levar um relacionamento para a frente por muito tempo. É melhor dar tempo ao tempo para conhecer a outra pessoa e saber com quem está realmente lidando. E evitar a projeção, que Libra também faz: jogar para cima do outro, todas as necessidades não realizadas.

As parcerias amadurecem, seja para Libra ou Escorpião, pois dependendo da estrutura do mapa, a lição pode ser que Libra e Escorpião se doaram demais e o parceiro afetivo ficou mimado e birrento, insuportável ou esfriou. Ou o contrário, a relação pode passar para um nível de amadurecimento que permita projetos maiores de vida por muito tempo à frente.

Há pouco tempo uma jovem de Escorpião com muitas dificuldades num relacionamento que começou há poucos meses, fez o seguinte raciocínio: que existindo muito sentimento entre ele e ela, conseguiriam superar as brigas bobas e constantes do dia-a-dia, por ser ele cheio de manias e tendo um ritmo diferente do ritmo dela.

No entanto, pode ser muito mais fácil acontecer o contrário: a exaustão pelas brigas constantes por coisas pequenas do dia-a-dia pode esfriar o sentimento. No final do dia, cansados e impacientes, fazem da toalha de banho ou do prato jogado na pia, o motivo de conflitos e de uma “queda de braços” que paixão nenhuma sustenta.