Relacionamentos – Casamento do Sol e da Lua

Postado em 15 de junho de 2016 por Andreia Modesto

João é uma pessoa ótima. Maria também é legal e são super queridos pelos amigos. Mas o relacionamento entre eles é muito difícil e parece que a relação faz com que consigam expressar o que têm de mais negativo na personalidade. Ele se torna mais teimoso e ela se torna mais dependente. Isso só acontece entre os dois, mas os amigos percebem e a relação parece ter um lado doentio. Melhor quando não estão juntos e conseguem se expressar de modo espontâneo.

Um relacionamento é um processo alquímico. O último processo da alquimia é o “casamento do rei e da rainha”. Não é fácil ler Paracelso ou outros alquimistas, pois a linguagem é sempre cifrada. Jung tentou decifrá-la e compará-la aos processos de desenvolvimento psicológico. Continuou sendo difícil.

Um dos processos da Alquimia é a comunhão entre os opostos. O casamento entre o Sol e a Lua, o entrosamento entre o Yin e o Yang. Existem divergências entre os livros e alguns afirmam que o processo alquímico não estabelece nenhuma ordem e que o final não precisa ser a “conjunção dos opostos”.

Mas, é possível imaginar que depois de um desenvolvimento pessoal grande, você esteja pronto para “casar, conjugar, comungar” com alguém que seja o seu oposto e que, no casamento com você, ambos se transformem em pessoas melhores.
Pois a Alquimia, mãe da Química moderna, é exatamente isso: a transformação dos diferentes elementos, por diferentes processos.

Mães exigentes pressionam saturnianamente os filhos. Alguns respondem positivamente e do chumbo se tornam ouro. Outros tornam-se apenas pessoas amassadas, pressionadas além do que poderiam suportar, frequentemente infelizes e mal-sucedidas.

Tudo depende da natureza de cada substância. Alguns amigos me deixam leve e alegre. Outros me fazem refletir e me sinto mais profunda e densa. Temos químicas diferentes com pessoas diferentes.

Despertamos sentimentos diferentes nos diferentes contatos que temos. E é interessante notar como um casal pode ter um “produto final” muito bom, sendo sempre uma companhia interessante, ou podem ter um “produto final” bem negativo, ele desdenhando dela na frente de todos, ou ela criticando os pais dele abertamente para os amigos. Ou coisas piores.

É verdade que alguns casais repetem fórmulas. Ele gosta de brigar e vai brigar sempre com a sua parceira, seja a Maria, a Joana, a Luisa. Se ela não topa o jogo, ele cai fora, pois para ele, rivalizar com a parceira e ter alguns conflitos, é estimulante até mesmo sexualmente. Ter uma parceira dizendo amém é a última coisa que o deixa motivado.

Alguns casais reconhecem que evoluíram muito por conta do parceiro afetivo ou do casamento em si. Ele se esforçou para progredir profissionalmente porque no início do relacionamento ela ganhava muito mais do que ele; ela se aprimorou e venceu a timidez porque ele precisava dela em reuniões e eventos públicos.

Ele mostrou um novo caminho espiritual que ela adotou com toda a fé e ela fez com que ele vencesse o preconceito e topasse adotar uma criança, que a partir de agora, é a dona do coração dele.

Preste atenção ao seu relacionamento. Dizer que “a química é boa”, não é dizer apenas que as peles se entendem debaixo dos lençóis. Mas que o resultado da união faz com que o diamante apareça por debaixo das cinzas, ou, na linguagem da Alquimia, que o chumbo se transforma em ouro.