Resposta ao leitor: Astrologia e Relacionamentos

Postado em 28 de julho de 2014 por Andreia Modesto

Os leitores sempre perguntam sobre “o melhor signo” para o parceiro afetivo. Ou, para as amizades. E existem muitas inverdades nesse cenário. Todo signo pode amar e ser amado por qualquer outro. Pois, as conjugações dos signos solares são apenas uma das abordagens das sinastrias. Mesmo os signos que parecem mais distantes entre si, como Aquário e Câncer, ou Touro e Sagitário, podem encontrar afinidades.

Vejo que muitas pessoas desconsidera os aspectos formados pelos Nodos. Não é raro o Nodo Norte de um parceiro fazer conjunção exata com a cúspide da casa 7 do outro ou com a Lua, por exemplo. Ou, terem os mesmos desafios kármicos, embora colocados no mapa individual de forma diferente. Ela tem o Nodo Norte na casa 8 e ele tem Plutão conjunto ao Nodo Norte. São lições parecidas e que podem gerar sintonia.

Já escrevi em outras postagens, que alguns aspectos fortes como os dois Ascendentes no mesmo signo (inclusive, conjuntos no mesmo grau) ou a harmonia entre as duas posições da Lua (símbolo de harmonia doméstica), pode ser o bastante para conseguir “segurar” um relacionamento, mesmo que outros aspectos sejam mais dissonantes.

A postagem não é sobre sinastrias, mas sobre as dificuldades maiores de cada signo para se relacionar afetivamente. E, tais dificuldades podem ser apontadas no mapa, não pelo signo solar, mas por posições planetárias diferentes: posição da Lua, Vênus, Marte, Juno, casa do Sol, planetas colocados nas casas afetivas (5, 7 e 8), aspectos entre eles (exemplo: Marte quadratura Vênus no mapa de um dos parceiros), posição dos Nodos (Nodo Sul na casa 9 marca dificuldades em se vincular) ou excesso de planetas numa determinada casa, como Sol, Lua e Marte na casa 5, o que PODE marcar (ou não), uma certa infantilidade no relacionamento a dois.

Amar não é o mesmo que se relacionar. São duas experiências completamente diferentes. O poeta ama platonicamente, o casal divide as tarefas com os filhos e não sobra muito tempo para a poesia.

O Sol em Capricórnio parece buscar relacionamentos duradouros, sólidos e querer constituir família. Mas, se Lua e Marte estiverem conjuntos em Libra e Vênus R em Aquário conjunto a Mercúrio, os conflitos internos começam a aparecer. Pois o elemento AR (Libra e Aquário) precisa de estímulos intelectuais fortes e não suportam a ideia de um relacionamento muito tradicional, que acreditam, mata o amor.

Libra precisa se relacionar. Mas, com o Nodo Sul na casa 9 (liberdade) e Lua e Marte em Aquário, os relacionamentos podem ser bem mais curtos, passageiros, com base também na troca intelectual, sem que Libra perca a sua individualidade no relacionamento.

Câncer, considerado o signo das “mãezonas”, pode ser mais intenso e apaixonado com a Lua em Escorpião, Marte e Vênus em Leão. E se Urano estiver em aspecto com Juno, podem existir mais do que um casamento e os cancerianos com tais aspectos podem ser bem livres nos assuntos do coração.

O inquieto aquariano que tiver Ascendente e Juno em Touro, Lua em Leão, Vênus e Marte em Capricórnio, recebendo aspectos de Saturno, considera o compromisso a dois como inabalável e poderá mostrar uma postura fiel, suportando crises para manter a família que é o pilar de sua vida.

Existem algumas pessoas que merecem ser chamadas de “típicas”: uma taurina típica, organizada financeiramente, persistente, amante da boa cozinha e dos prazeres, que procura um relacionamento consistente e duradouro. Ou, uma geminiana inquieta, curiosa, jovial, que fez três graduações, fala vários idiomas e quer um relacionamento que seja estimulante a cada minuto, enquanto dure. Ou a canceriana que realmente será “mãe” de todos ou o rapaz canceriano que gosta  tanto de cuidar que seguirá a pedagogia, a psicologia ou será obstetra e ginecologista ou pediatra.

Mas, encontrar alguém que seja tipicamente o signo solar em todas as áreas da vida, é raríssimo. Além dos aspectos que diluem, dissolvem, pulverizam ou bloqueiam, existe o jogo de Ascendente/Lua e Sol, além da posição da Roda e as regências das casas. Ou seja, tudo é muito mais complexo do que se gostaria. A vida não é um manual e a Astrologia também não pode ser resumida nos manuais que explicam um pouco de um conhecimento muito mais abrangente.