Sinastria, Nodos Lunares, Casas astrológicas

Postado em 2 de junho de 2014 por Andreia Modesto

Sinastrias são sempre solicitadas, seja para compreender relações familiares, profissionais ou amorosas. O “clássico” das sinastrias é bastante conhecido e até existe o tal mapa composto que nunca me convenceu de nada. A postagem tem a intenção de valorizar os pontos dos Nodos nas sinastrias, com avaliações importantes para os dois parceiros.

Pode ser um pouco complicada e nada motivadora para aqueles que não têm muita noção dos Nodos e da importância das casas. Existem muitos outros pontos relevantes nas sinastrias, mas a postagem é bem específica.

Sobre sinastrias, um dado curioso. Um casal que se conhece já com mais idade, mostra sabedoria – ou maturidade – para lidar com sinastrias que não seriam a princípio tão harmoniosas. Um casal jovem joga para o alto uma relação com muito potencial, pela falta de paciência, sabedoria e maturidade.

Sobre Nodos, casas astrológicas e casamento:

Não é raro que num casamento, um dos parceiros tenha o Nodo Norte na casa 7 ou casa 8 e o outro tenha o Nodo Norte na casa 1 ou na casa 2. O que está em questão é o eixo dos relacionamentos pelos signos de Libra e Escorpião.

Escorpião, é tão afetivo e “casadoiro” quanto Libra, e ainda mais profundo e intenso. Bom, qualquer um que tenha o Nodo Norte na casa 7, aprende através DO OUTRO. E esse OUTRO é mais comumente o parceiro na vida afetiva, embora eu já tenha visto excelentes casamentos em que um dos parceiros tem o Nodo Norte na casa 7 e o OUTRO complicado era o irmão e sócio há 34 anos, ou os clientes ou pacientes dentro do trabalho de Psicoterapia ou ainda, no consultório de Medicina. Existe intimidade suficiente para se considerar que os relacionamentos com clientes ou pacientes, pertençam a casa 7 ou 8 e não à casa 6 somente.

Um casal bastante comum também é quando um dos parceiros tem o Nodo Norte na casa 4 e o outro tem o Nodo Norte na casa 10. Aqui, o eixo das responsabilidades estão em questão e o processo de amadurecimento diante da vida profissional e familiar.

Ou, um parceiro tem o Nodo Norte na casa 7 e o outro tem o Nodo Norte na casa 4 e misturam-se os aprendizados do casamento com a dedicação à família. Quando os espíritos são juvenis, questões básicas do cotidiano podem parecer um bicho-papão. A administração da casa e deveres normais como pagar todas as contas, ganham um “peso” tão grande na vida daquela pessoa que parecem esmagá-la. Quem foi cuidado nas vidas anteriores parece ter grandes dificuldades para cuidar de si próprio e mais ainda para oferecer algum cuidado às outras pessoas. A questão em si  é a resistência de quem se juntou para construir uma vida a dois entender que não está brincando de “casinha”.

Um evento que muitas vezes ocorre quando estou preparando uma sinastria, é “misturar” inconscientemente os trânsitos e progressões de um parceiro com os trânsitos e progressões do outro. Acontece a primeira vez, a segunda, a terceira…mesmo que estejam pensando em separação, é possível sentir o quanto estão realmente “misturados”. Esse tipo de mapa exige uma atenção maior do astrólogo, pois estão ligados tão intimamente, que qualquer pessoa de fora que tente ajudar, acaba se impregnando por essa energia. Obviamente que essa experiência ajuda na análise mas é sempre um susto quando começa a acontecer.

Se você tem o Nodo Norte nas casas 7, 8, 4 e 5, a questão afetiva está em jogo. Mas é preciso lembrar que muitas vezes o eixo casa 3-casa 9 também traz dificuldades para a relação amorosa. O Nodo Sul na casa 9 e o Nodo Norte na 3, traz das vidas anteriores um enorme desejo de expansão que nem sempre cabe num casamento tradicional.

Para quem está lendo a postagem e entende um pouco de Astrologia, é preciso ressaltar o que já devem ter imaginado: Nodo Sul em Áries, Touro, Câncer e Leão estão amadurecendo na vida amorosa. Os aprendizados são enormes. E não é diferente para o Nodo Sul em Sagitário.

Num mundo em que se vive da imagem, se valoriza o individualismo e as idealizações, encontrar alguém realmente legal parece ser um desafio muito grande. As mulheres passaram a exigir “homens bonitos”, ao invés de exigir que sejam simplesmente homens. Dividir na vida a dois é um exercício aeróbico que tira o fôlego e descobrir  que ele ronca é uma frustração que leva ao divã do analista.

Relacionar-se é preciso. E num mundo que permite separações, experimentações e relações curtas, tudo deveria ser mais fácil. Mas não é.

Bom, voltando ao exemplo do início da postagem, quando o Nodo Norte de um parceiro está na casa 7, ele se doará muito mais na relação a dois do que aquele que tem o Nodo Norte na primeira casa. O primeiro aprende a se doar. O segundo aprende a dar limites e construir a própria identidade. São dois movimentos diferentes.

Li uma vez num livro de Psicologia que alguns relacionamentos não muito saudáveis se baseavam numa troca desequilibrada. Um dos parceiros só sabe se doar. O outro, só sabe receber. Existe um jogo entre o casal que faz com que aquele que se doa, esteja sempre tentando agradar ao que só sabe receber. Esse último, para continuar recebendo, está sempre meio arisco, nunca cabendo inteiro dentro da palma da mão do outro.

Jogo e estratégias para o início de um relacionamento podem ser divertidos. Digamos para as duas primeiras semanas. Para um compromisso na vida a dois, outros ingredientes são importantes. É preciso conhecer e reconhecer a si mesmo e ao parceiro. Para não atropelar a relação com brigas tolas, rivalidades entre as famílias ou competições equivocadas.