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Astrologia Cármica

Nodos Lunares – Estrutura do mapa astral cármico

Astrologia Cármica. Astrólogos podem ser reencarnacionistas ou não. De qualquer modo, aqueles que se debruçam sobre o mapa astral, sabem que as casas astrológicas onde aparecem os Nodos Lunares têm uma importância imensa na trajetória de vida, tendo um papel de predominância nas experiências da vida.

Se existe alguma área da vida em que a “fatalidade” parece tocar nosso ombro, essa área é apontada pelos Nodos Lunares e ali, pelo signo e pela casa, parecemos exercer menos o nosso livre-arbítrio.

Os Nodos Lunares são dois pontos de intersecção entre a órbita da Lua ao redor da Terra e a órbita da Terra ao redor do Sol. Na interpretação astrológica, podemos eleger a leitura dos Nodos Lunares por signo e por casa, assim como a “cruz do mapa astral” como fatores fundamentais para que a leitura seja correta e coerente com o que cada um de nós veio viver.

A “cruz do mapa astral” é formada pelo signo Ascendente e signo Descendente – o horizonte do mapa astral e também o Meio do Céu e o Fundo do Céu. A partir do signo Ascendente são calculadas as doze casas que representam cenários de vida e estão relacionadas com os doze signos e seus planetas regentes.

Todo mundo deseja saber qual o “planeta regente” de um determinado ano. Na Astrologia do Coletivo, usam ainda a “cruz da Suméria” e as regências são questionáveis porque jamais teremos um ano regido por Urano, Netuno ou Plutão, já que os antigos fechavam o Sistema Solar em Saturno.

A regência do planeta Marte para 2026 tem sintonia com o que o céu da Astrologia Ocidental mostra:

Saturno e Netuno em Áries (signo regido por Marte), rara conjunção. E, no segundo semestre de 2026, Marte em Leão em conjunção com Júpiter e em oposição a Plutão. O segundo semestre de 2026 mostrará ênfase no elemento ar e no elemento fogo, representados por Leão e Aquário, os signos sempre associados ao poder conservador (Leão) e à derrubada e renovação desse poder (Aquário).

Se a regência de Marte se conjuga com os aspectos astrológicos de 2026, o mesmo não aconteceu em outros anos, ressaltando o ano de 2020, quando a regência do Sol não conseguiu brilhar num ano de medo, restrições e confinamentos de Saturno e Plutão.

Todos nós temos também nossos planetas regentes. Na Astrologia Tradicional os principais posicionamentos astrológicos são:

Sol, Lua e Ascendente. Pode-se completar com a Roda da Fortuna, um ponto médio entre Sol, Lua e Ascendente, mas menos usado nas leituras.

Teremos então, a necessidade de averiguar os planetas regentes do signo solar, do signo lunar e do signo ascendente.

Digamos que alguém tenha nascido com Sol em Libra, Lua em Virgem e Ascendente em Sagitário. Os planetas regentes que devem se destacar são: Vênus, regente de Libra, Mercúrio, regente de Virgem e Júpiter, regente do Ascendente. Uma regra é começar pelo regente do signo Ascendente e a partir dessa regência, por signo, casas e aspectos, ir costurando (se é possível usar esse verbo) a leitura do mapa astral.

Para os astrólogos que priorizam a leitura dos Nodos Lunares, há que se investigar os regentes dos Nodos Lunares, pelo signo e pela casa. O Nodo Lunar Norte na casa 10 tem a regência de Saturno, já que o espaço da casa 10 é o espaço de Capricórnio. Se o Nodo Lunar Norte ocupar o signo de Leão, então teremos também a regência do Sol. Saturno (casa 10) e o Sol (Leão) devem ganhar relevância na leitura da estrutura do mapa, pois apontam (junto com os Nodos) a direção de vida daquela pessoa e as áreas que ela deve priorizar.

Dando outro exemplo: Nodo Lunar em Áries na casa 9. Regentes dos Nodos: Marte (Áries) e casa 9 (Júpiter). Marte e Júpiter na estrutura do mapa astral poderão orientar as melhores maneiras de se desenvolver nesta encarnação.

Dependendo da estrutura do mapa astral, é possível fazer a leitura pelos quatro elementos. Mas, aqui, tudo depende dos planetas e signos envolvidos. É preciso que exista uma predominância em um determinado elemento que remete às vidas anteriores. Então:

Excesso do elemento água (planetas em Câncer, Escorpião e Peixes) e Nodo Sul, que representa as vidas anteriores também no elemento água, seja por signo ou por casa. É possível falar da passagem da consciência e da vivência da água (sentimento, intuição, subjetividade, vida interior) para o elemento terra (senso de realidade, autonomia, produtividade).

Os Nodos Lunares mostram a direção da vida, o ponto do destino, a trajetória que cada um de nós veio aprender nesta vida. Para quem se pergunta: “Qual a minha lição nesta vida de agora, a leitura dos Nodos Lunares é essencial. Não há nada mais importante do que investigar:

o que se traz das vidas anteriores que aparece com o Nodo Sul ou bagagem cármica das vidas anteriores ou ainda, Cauda do Dragão ou Ketu

o que se veio aprender nesta vida de agora que aparece com o Nodo Norte ou ponto cármico desta vida de agora ou ainda, Cabeça do Dragão ou Rahu

Não existe a necessidade de se negar o que aparece como bagagem cármica das vidas anteriores. O que se busca é um ponto de equilíbrio entre signos e casas opostas. Normalmente existe muita identificação com o Nodo Sul ou Cauda do Dragão, já que é uma tendência que o espírito repete durante muitas vidas.

O Nodo Sul em Capricórnio na casa 2 revela uma pessoa naturalmente preocupada com a segurança profissional e financeira e com atitudes e escolhas conservadoras. O receio de mergulhar em Câncer na casa 8 se repete, mas espíritos amadurecidos já sentem atração pelas mudanças, crises e pelos mistérios que se pode conhecer na casa 8 através do signo de Câncer.

Embora a Astrologia Cármica tenha sua fonte na Índia, as análises dos astrólogos hindus ainda são muito fatalistas e quase religiosas. O astrólogo que prioriza a leitura cármica não tem uma religião definida e é possível estudar e fazer Astrologia sem necessariamente seguir alguma religião.

Porém, a base é a reencarnação, numa leitura que prioriza a evolução ao invés de se limitar a uma lista de qualidades que um signo pode promover.

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